Viagem & Gastronomia

Tour HT por Gramado: um passeio pelas raízes coloniais da zona rural repleta de história e paz na Serra Gaúcha

O percurso é opção para o visitante da região. O passado de quem por lá morou há centenas de anos é intercalado por boa culinária e muito dedo de prosa

Publicado em 15 de agosto de 2016 | Por Heloisa Tolipan

*Com Lucas Rezende

Gramado, apesar de turística ao quadrado, tem lá seu ar de tranqüilidade por si só. Talvez seja o frio que raramente deixa os termômetros registrarem mais de 10ºC. Ou talvez o fato de ser a capital do cinema, do chocolate e do Natal, o que contribui para o ar familiar e romântico. Carro de polícia? De madrugada e olhe lá. As taxas de criminalidade da cidade, a 115 km da capital Porto Alegre, são baixíssimas – para não dizer nulas. A vida noturna é pautada por…rodízios de galeto (quando não norteada pela iguaria do cacau, a gastronomia local é dominada pela ave, acompanhada de massas), fondues (promoções são anunciadas a todo o momento nas ruas) e canecos de chope – tudo devidamente amparado por lareiras, aquecedores e mantas de pele. Durante sua estadia na cidade, HT recebeu convite que parecia impossível: enveredar por caminhos ainda mais serenos, calmos e belos. A convocação feita pela Brocker Turismo – que nos acompanhou durante todo o tempo na Serra Gaúcha -, chegou com a proposta: “Venha vivenciar a experiência do interior gaúcho!”. E lá fomos nós.

Batizado de Tour Raízes Coloniais de Gramado, o roteiro é exclusividade da Brocker Turismo, que personalizou todo o percurso, proposta e paradas, deixando a opção de passeio à disposição do turista a partir do desembolso de R$ 130. Antes de tudo, o “Raízes”, como carinhosamente chamamos, é uma viagem pela história. Em menos de 15 minutos do Centro, de carro, chegamos a uma rota que em muito lembra as subidas interioranas para as famosas quintas lusitanas. A questão é que, por ali, o sangue que ferve é de descedentes de italianos e alemães. O ar, apesar de menos frio, é mais fresco. Reza a lenda que, quando com respiração debilitada, há quem dê umas voltas pela Zona Rural de Gramado e saia de lá com os brônquios tinindo. Pelo sim ou pelo não, HT tentaria a sorte. A variedade da flora emoldura histórias de quem ali chegou há centenas de anos. Contadas, obviamente, pelos herdeiros da geração de colonos. É turismo, é ganha pão, é prestação de serviço. Mas, acima de tudo, é memória que vale ser lembrada – quase uma questão de justiça.

Os visitantes são levados ao local onde teve início o povoamento de Gramado – o roteiro divide duas linhas, a Nova e a Bonita. No trajeto, são visitadas a Casa Centenária, a Fábrica de Erva Mate Marcon, o Moinho Cavichion, o Museu Rural Fiorezze e, no final…degustação de produtos artesanais e frutas da estação oferecidas pela Dona Zulmira. Tudo em cerca de cinco horas de viagem no tempo, delícias caseiras (leia-se queijos, lingüiça, geléias e muitos pães) e paisagens que vão muito além de araucárias. Ser recepcionado por uma boa sanfona com os cânticos da terra da bota faz parte. Ouvir histórias das diferentes dificuldades e saídas que alemães e italianos encontraram por ali também. E as de separação de heranças e terras? Dignas de um folhetim de Aguinaldo Silva, meu caros. Em meio a muitos grãos de milho, moedores, moinhos, rodasd’água, a história vai sendo contada – criando uma imaginária e perfeita ponte entre a Gramado antiga, e a contemporânea, a quilômetros dali, que festeja o Natal Luz, distribui kikitos no Festival de Cinema, esbanja chocolate na Páscoa e sedia feiras internacionais que fazem a roda da economia calçadista girar.

Numa paz onde o barulho vinha, ou do rio que descia, do colibri que cantava, ou do Pai Nosso que ecoava do interior da pequena igrejinha católica da região, HT passou a dar outro valor para o “vivenciar a experiência” que destacava em nosso convite inicial, ainda no Centro de Gramado. Entender o antigo modus operandi da fabricação de ervas, a dificuldade de comunicação com os telefones arcaicos, a importância da plantação frutífera a mão na roda – literalmente – que era um carro de boi, pouco chega perto do brilho no olho e do orgulho que são, para senhores imigrantes contarem suas histórias – e de seus antepassados. Para acompanhar com um bom chimarrão.

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Agradecimentos:

Prefeitura Municipal de Gramado – www.gramado.rs.gov.br

Grupo Brocker de Turismo – www.brockerturismo.com.br – + 55 54 3282-5400

Informações para adquirir o Raízes Coloniais: http://www.brockerturismo.com.br/passeios/tour-raizes-coloniais-de-gramado

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