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Exclusivo! Chay Suede apresenta a banda Aymoréco com show no Rival e dispara: “A gente flerta com o tecnobrega e com tudo que é dançante, quente e latino”

Ator e cantor segue escalado para mais duas novelas na Rede Globo e reprova o governo Michel Temer: "A verdade é que o golpe é incontestável, não precisa nem ter posicionamento político para saber o quão absurdo é isso tudo o que está acontecendo"

Publicado em 22 de agosto de 2016 | Por Leonardo Rocha

Chay Suede está na crista da onda! Se não bastasse o sucesso que vem emplacando com bons personagens em novela atrás de novela na Rede Globo, o ator agora também tem arrebatado boas críticas com o som da banda Aymoréco, projeto que compartilha com o parceiro, DJ e produtor Diogo Strausz. Se você ainda não ouviu o sucesso “Chuva de Like”, não sabe o que está perdendo. A canção composta pelo capixaba foi lançada na semana passada e já bateu a marca de quase dez mil visualizações no YouTube. E não é para menos: a produção é irreverente, dançante e flerta com ritmos como o tecnobrega, carimbó e influências totalmente latinas. Como o start já foi dado, invadimos os bastidores do show da banda no Teatro Rival, na Cinelândia, na última quarta-feira, véspera de feriado olímpico, e batemos um papo exclusivo com Chay que você confere agora!

Diogo Strausz e Chay Suede, lançam projeto Aymoreco (Foto: Divulgação)

Diogo Strausz e Chay Suede, lançam projeto Aymoreco (Foto: Divulgação)

“É um sonho antigo ter uma banda. Queria fazer um projeto em que eu tivesse um pouco mais de liberdade, mas que não fosse uma carreira solo. E como gosto muito da atmosfera de grupo, convidei algumas pessoas que eu achava que poderiam acrescenta e cheguei ao nome do Diogo, que é um super produtor. A princípio ele produziu o nosso EP e deu muito certo. Em seguida fomos convidados pelo Mario Caldato para gravar o disco na Califórnia, nos Estado Unidos, e lá a gente viu que esse sonho poderia virar realidade”, adiantou o galã, que explicou um pouquinho melhor sobre a definição do som dos caras. “A gente flerta com o tecnobrega e com tudo que é dançante, quente e latino americano. A nossa música vai do Pará ao Peru. Tanto que o seu Manoel Cordeiro, um dos maiores guitarristas de guitarrada, gravou o nosso EP e acabou influenciando muito a gente. A gente ouve bastante os sons amazônicos em geral”, revelou.

E falando no universo amazônico, o nome do conjunto partiu exatamente de uma tribo indígena chamada Aimorés. Apesar de viver no circuito Rio/São Paulo, Chay tem muito interesse pelas raízes do nosso país. “Eu estava fazendo um reflexão sobre os índios Aimorés e estudando algumas nações indígenas e me deparei com eles. Eu sempre ouvi o nome deles através da marca de biscoitos Aymoré, mas não sabia bem do que se tratava. Nas minhas buscas descobri que não existiam muitos registros sobre eles, já que foram exterminados por coronéis há alguns anos. A partir daí pensei em homenageá-los. Aglutinando com essa expressão coloquial do Aymoreco que soa super bem. Eu gosto bastante”, adiantou ele. E fiquem ligados, pois o trabalho será lançado no formato de LP, já no final deste mês, que terá distribuição da Universal Music.

Era apenas o terceiro show do grupo, mas a plateia, lotada de gente interessante e interessada, já tinha as músicas na ponta da língua, e no palco, os meninos surpreenderam e não só pelo talento. Se Chay arrebenta na viola e arranca suspiros com seu carisma, Diogo não faz feio tirando o melhor de seu poderoso sintetizador. No entanto, apesar das músicas transitarem por uma atmosfera regionalista, o figurino assina por Antônio Frajado aponta para um futuro bem moderninho e intergalático. “A gente estava em uma discussão de como esse figurino poderia dialogar com o show e com as músicas. O Henrique Sauer, que é diretor do show e auxilia a gente, disse de que seria interessante que tudo fosse branco. E como eu já estava com a ideia do macacão e o lance do astronauta viajante na cabeça, aí a gente chegou a essa versão final”, entregou ele, na companhia da namorada, a atriz Laura Neiva, que foi só elogios ao amado: “Esse é terceiro show que eu assisto deles. Eu vou em todos. No primeiro eu fiquei mais nervosa do que eles. Agora eu já consigo me divertir. Eu sou suspeita a falar, mas o show está incrível e muito dançante”, avaliou a bela.

Figurino de palco da banda Aymoréco (Foto: Divulgação)

Figurino de palco da banda Aymoréco (Foto: Divulgação)

Agora, falando sobre novelas, depois provar seu talento como ator em “Império” e “Babilônia”, Chay Suede volta a emplacar mais dois folhetins na emissora carioca. Desta vez, ele dá vida ao jovem e rico Pedro, em “A Lei do  Amor” e posteriormente em uma trama das seis. “Eu gravei os cinco primeiros episódios, que se passam há 20 anos, na década de 90, como o Pedro. Eu só participo da primeira fase e depois quem assume o personagem é o Reynaldo Gianecchini. É uma história de amor, bem tradicional cheia de romances e coisas legais”, disse. Em “A Lei do Amor”, seu personagem viverá um romance cheio de infortúnios já que Pedro e Heloísa (Isabelle Drummond/Claudia Abreu) vivem em classes sociais distintas. “Essa diferença entre classes se misturar com o amor é uma grande bobagem. O amor é a única coisa que ultrapassa qualquer barreira”, avaliou o galã, que também segue escalado para atuar em “Novo Mundo”, novela das seis que estreia em janeiro do ano que vem. “Em outubro a gente começa a ensaiar a novela na qual eu faço um ator circense de commedia dell’arte, ele é muito engraçado, mas ainda não sei muito sobre o papel e a trama”, adiantou ao HT.

O ator está prestes a emplacar mais duas novelas na Globo (Foto: Divulgação)

O ator está prestes a emplacar mais duas novelas na Globo (Foto: Divulgação)

E com tantos trabalhos incríveis no currículo, surgem grandes responsabilidades também. Além de ostentar o título de galã, que ele dispensa, ainda é preciso aprender a lidar com a invasão de privacidade. “Cara, quando me entregaram essa faixa com esse título de galã foi muito gratificante. O novo galã, na verdade, depende do ângulo”, debochou ele, aos risos. “Mas tem sido maravilhoso dividir cenas com artistas como Fernanda Montenegro, Tarcísio Meira e outros tantos que a eu tenho o prazer de contracenar”, disse ele, que ainda afirmou que tem aprendido melhor a lidar com o preço da fama. “Isso me desagrada muito. A palavra invasão já é algo que remete a uma situação não muito legal. Mas de certa forma é algo que eu parei de combater com o tempo. Acho que não vai resolver o problema. Hoje acho mais fácil rir”,ponderou.

Chay e Laura Neiva (Foto: Divulgação)

Chay e Laura Neiva (Foto: Divulgação)

Agora, voltando a falar sobre o show no Teatro Rival, Chay demostrou insatisfação com o atual momento político vivido no Brasil, oferecendo a música “Estrela Universal” ao presidente interino Michel Temer. Questionado sobre a crise, o galã foi taxativo: “A verdade é que o golpe é incontestável, não precisa nem ter posicionamento político para saber o quão absurdo é isso tudo o que está acontecendo. E como a música diz: ‘Eu não quero mais nada com você. A gente nunca teve nada a ver. Não quero te ver nem na TV’, é algo que expressa bem o que eu sinto em relação a essa pessoa”, revelou.

Autocrítico como todo artista deve ser, o ator e cantor ainda comentou sua relação com as redes sociais, já que a música de trabalho “Chuva de Like” fala bem sobre essa nova maneira da juventude se relacionar através do smarthphones. “Eu posto menos do que vejo, mas eu vejo muito. Eu descubro muitas coisas absurdas nas redes sociais. Eu sou daqueles que acorda e já olha o celular para sair do sono profundo e chegar no sono mais leve. Nesse momento que eu abro o Instagram e fico rindo do quão o ridículo o ser-humano pode ser. E isso não me exclui”, completou o artista.

Ah, e o site HT dá uma dica: Aymoreco faz mais um show no Rio, nesta quinta-feira, no Buraco da Lacraia. Se fosse vocês, não perderia. A gente vai estar lá de novo.

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