Moda & Beleza

Criatividade, talento e muitas vendas: Salão de Negócios do Minas Trend Inverno 2017 reúne 219 marcas e o HT faz um Raio-X do que encontramos por lá

Nos quatro dias de feira, o otimismo voltou a tomar conta das negociações. Receosos com o panorama da economia brasileira, os estilistas e empresários tiveram um retorno positivo da fashion week mineira que atraiu mais de três mil compradores. "Esse agito econômico está voltando muito forte. Nós estamos percebendo que está bem acelerado o ritmo das negociações por aqui", argumentou Ana Paula Ávila Braga, da Confraria

Publicado em 14 de outubro de 2016 | Por Heloisa Tolipan

Mais uma edição e, novamente, designers e compradores satisfeitos. Na 19ª edição do Minas Trend, que rolou na última semana em Belo Horizonte, cerca de três mil compradores de 15 países agitaram os corredores do Salão de Negócios da fashion week mineira e mostraram que com criatividade e talento é possível contornar as dificuldades econômicas. Entre as 219 marcas de vestuários, calçados, bolsas e bijuterias que marcaram presença nos 72 mil metros do Expominas, o HT foi conhecer um pouco mais da história de cada uma e saber como estava a recepção das criações e, principalmente, das negociações. E, de fato, nossas conversas só comprovaram a euforia dos corredores: o otimismo voltou a acompanhar as transações.

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Confraria

Se o Brasil pudesse ser traduzido em bolsas, certamente teria a cara da Confraria. Há 20 anos no mercado, a grife de Ana Paula Ávila Braga reúne uma combinação do que a nossa cultura tem de mais exuberante no cenário internacional. Seja em peças de junco, uma fibra da Amazônia, ou em pele de coelho, um dos principais produtos que o Brasil exporta, as criações da mineira radicada em Brasília são sucesso por onde passam. Presente em todos os estados brasileiros e cinco países da América, Europa e Ásia, Ana Paula destaca que a pluralidade e a inovação fazem parte da identidade da marca.

“Eu estou sempre tentando fazer uma coleção legal e que surpreenda os clientes. Eu acabei de voltar da Premiere Classe de Paris e percebi que está todo mundo cansado de tanta coisa igual e de closet entulhado. Eu quero sempre fazer peças que as pessoas olhem, se surpreendam e reconheçam o trabalho que foi dedicado. Eu acho que as pessoas, de um modo geral, estão muito cansadas de peças semelhantes às que elas já possuem. Quando eu crio uma coleção, eu penso em uns 15 estilos diferentes de mulher. Tem bolsa para as que são mais minimalistas, para as mais elaboradas, para as mais descoladas… Enfim, eu penso e crio para uma mulher com tendências mais globais. A Confraria não segue muito um padrão de mulher, ela agrega gostos de uma mistura extremamente plural”, explicou.

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Isso tudo sei deixar a brasilidade de lado. Como ressaltou, lá fora, o junco é uma das estrelas da marca. Segundo a designer, a recepção do mercado estrangeiro das peças da Confraria é “fantástica”. “Os gringos se apaixonam logo de cara pelo junco, principalmente, porque é um trabalho que a Confraria que criou. Esta fibra é totalmente diferente da que outras marcas, como Kate Spade e Dolce & Gabbana, usam em suas peças. Esse material, eu recebo da Amazônia e demorei mais de cinco anos para conseguir que a bolsa ficasse perfeita. Então, demanda um trabalho insano para fazer peças com essa matéria-prima, já que ele é um material que tem vida própria e entorta facilmente”, explicou.

Outro destaque das coleções da Confraria são as bolsas em pelo de coelho. Como fez questão de reafirmar, Ana Paula Ávila Braga se preocupa com a procedência do material e só usa peles verdadeiras que sejam originais e com certificado de origem. “Nós atuamos como uma cadeia de reaproveitamento. Damos uma nova forma para que esta matéria seja utilizada de forma produtiva”, explicou a designer que destacou que o Brasil é um dos principais exportadores de carne de coelho do mundo.

Animada e satisfeita com o resultado dos quatro dias de vendas no Salão de Negócios do Minas Trend, Ana Paula Ávila Braga disse que o mercado mineiro está mais aquecido. Nascida e criada em Minas Gerais mas, atualmente, moradora da capital federal, a designer afirma que anos atrás a situação era diferente. “Depois que a Confraria foi para Brasília, nós percebemos que o mercado de Minas Gerais é um pouco mais lento. Mas agora, esse agito econômico está voltando muito forte. Nós estamos percebendo que está bem acelerado o ritmo das negociações por aqui”, relatou.

Kalandra

Uma noite de realizações pessoais serviu de inspiração para a criação da coleção “Tecendo Memórias”. No Salão de Negócios do Minas Trend, a Kalandra apresentou belíssimos modelos que foram inspirados nos looks de um casamento. Sim, leitores. A grife de Ana Flávia Castro foi a responsável por assinar os modelos das madrinhas e das mães dos noivos neste dia de festa. Com um resultado incrível, os vestidos deste casamento inspiraram toda a coleção Inverno 2017 da marca. Como nos contou Ana Flávia Castro, que é a estilista da Kalandra, a grife combinou os desejos das personagens com a identidade da marca. “Foi um casamento todo handmade em que os vestidos foram feitos a partir de referências e inspirações das próprias usuárias dos modelos. Então, nós combinamos nesses croquis o DNA da Kalandra com o que essas mulheres queriam vestir. Com essa história do casamento, nós criamos essa coleção inspirada nas mulheres reais que querem viver sonhos, como o de uma união matrimonial”, contou sobre a coleção que é setorizada de acordo com a participação. “As peças são classificadas de acordo com as personagens do casamento. Ou seja, temos a linha para as madrinhas, para as convidadas e as mães dos noivos”, explicou.

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Todo esse clima lúdico e emocionante é traduzido em vestidos que são verdadeiras obras de artes. Ricos e exuberantes, os modelos possuem pedrarias, cortes e cores impressionantes. Ou seja, nenhuma grande diferença das coleções anteriores da Kalandra.  “A pedraria está no nosso DNA. A gente trabalha muito com pérolas, cristais, chatons em cima dos tecidos, como tule, crepe e cetim. Sempre tem!”, reafirmou Ana Flávia Castro, acrescentando que a cartela de cores é uma combinação do tradicional com o ousado. “Nossos modelos variam do clássico preto e branco, que quase todo mundo gosta, e apostas em combinações bicolores com cores fortes como azul e preto, amaranto e chamois”, completou.

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Porém, essa riqueza fashionista tem um preço. E, em tempos de crise, o custo não pode ser ignorado. Ciente disso, Ana Flávia Castro contou que essa preocupação faz parte de todos os processos de uma grife, desde a criação à negociação final. “A gente tem que se preocupar bastante com o preço nos dias de hoje. Quando o lojista nos procura, pode ser a roupa mais maravilhosa possível, mas se ela não tiver um preço comercial, não adianta. Nós precisamos pensar em modelos que tenham um custo que faça girar a roda de compras. Afinal, nem a marca e nem o lojista querem ficar com um produto preso ao cabide”, argumentou a empresária que adota estratégias para contornar a situação. “Nas coleções, a marca diminui um pouco a quantidade de bordado e aposta em uma coleção luxo mais enxuta para reduzir os preços mais elevados. Assim, fica mais acessível para o comprador e para a cliente”, concluiu.

Endy Mesquita

Mais que acessórios, as peças de Endy Mesquita são quase roupas em suas produções. Designer de sua marca homônima, a artista aposta em peças que tem a função de destacar um look. Como nos contou, Endy acredita que as bijuterias podem ser mais do que elementos que completam uma produção. “O acessório do meu ateliê muitas vezes tem a função de substituir até a própria roupa em um look. A mulher não precisa estar sempre com uma roupa deslumbrantes. Às vezes, uma peça de bijuteria compõe uma produção de um pretinho básico que pode ser usado até em um casamento”, explicou.

Para o Salão de Negócios, Endy Mesquita apostou em uma combinação de sensações e experiências para criar suas peças. “A coleção para o Minas Trend foi criada a partir da observação de elementos naturais, das praias, da riqueza do porto, das falésias e da areia e até da própria bandeira de Alagoas. Mas eu acho que, de um modo geral, tudo pode ser inspirador. Viagens, lugares e experiências fazem parte da minha memória fotográfica que me ajuda na hora de criar as peças”, contou a designer que gosta de mesclar o brilho da pedraria com um toque étnico de materiais. “Eu gosto muito de usar as pedras naturais, como a turquesa. Desta forma, eu acho que as bijuterias passam a ser consideradas joias e ganham um valor agregado muito maior. Outra forma de enriquecer o produto são os banhos nas correntes. Nesta coleção, eu trabalhei bastante o verniz italiano, por exemplo”, contou.

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Apesar de suas peças serem maxi, Endy explicou que há uma enorme preocupação no processo de criação para que elas não sejam um incomodo nos looks das clientes. “A gente tem um cuidado muito grande na fase de criação e produção de não deixar a peça pesada. Por mais que possa ser grandiosa, o nosso objetivo é que seja sempre confortável e anatômica ao corpo da cliente”, disse.

Porém, engana-se quem pensa que bijuterias de luxo que possuem pedras naturais, cristais e banhos especiais signifiquem peças absurdas de caras. Preocupada com o atual panorama do país, Endy Mesquita contou que o segredo é equilibrar o uso de materiais. “Eu sempre tento dosar o uso dos cristais, strass e pedras naturais. Eu acho que uma peça não precisa ter tudo ao mesmo tempo. Então, em função também do preço final, eu acho que pontuar as bijuterias com esses elementos é o segredo para a balança de beleza e preço ficar equilibrada. O interessante na bijuteria é o efeito que ela provoca em uma produção. Ou seja, a solução não está no valor que cada pedra possui e, sim, no resultado final que ela proporciona à produção”, argumentou.

Monica Di Creddo

Tendências, flores, religiosidade, delicadeza e luxo. Essas são algumas palavras que podem definir as criações de Monica Di Creddo. Autora de uma belíssima coleção, a designer reforçou o DNA de sua marca homônima no Salão de Negócios do evento mineiro. Apesar das grifes do Minas Trend estarem lançando coleções para o Inverno 2017, Monica apostou em continuar com a sua identidade de coleção atemporal. Mas engana-se quem pensa que isso signifique que a designer não está atenta às tendências do universo das bijuterias de luxo. “A marca tem a identidade de seguir sempre obras mais antigas. É uma coleção vasta, com diversos acessórios para o cabelo, já que trabalhamos com várias noivas, por exemplo. Fora isso, nós temos a parte usual com as flores, que estão sempre super na moda, traduzidas em brincos espetaculares, em que um lado é maior do que o outro, e em pulseiras com berloques. Eu acho que é uma coleção bastante rica, com muito ouro, pedras delicadas e pérolas. Seguindo as tendências da temporada, eu também usei várias argolas, pastilhas nas orelhas e elementos grandes”, contou.

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Entre as belíssimas peças, uma linha em especial tem um toque especial. Como expressão de sua fé, Monica Di Creddo mantém as peças com imagens religiosas em suas coleções. Desta vez, as santas foram as estrelas das criações. “Isso é algo muito pessoal. Eu sou uma pessoa bastante religiosa, sempre gostei desse tipo de demonstração da fé e usei escapulários que eu mesma fazia. Nesta coleção especificamente, eu fiz, a pedidos de uma cliente, uma nova interpretação da Nossa Senhora de Nazaré. E, a partir de uma leitura minha e uma visão diferente, essa peça originou uma linha com várias outras santas que fizeram o maior sucesso no Minas Trend”, comemorou sobre a sua coleção.

Ansata

Todo ano, por três dias, a Califórnia é invadida por músicas, alegria e muita moda no máximo do estilo hippie-chic. Inspirada no festival Coachella, Juliana Faleiros criou a nova coleção da grife Ansata com toda a Cali vibe que o evento possui. “A nossa coleção tem uma pegada hippie-chic que busca trazer a comodidade e a praticidade para a mulher. Ou seja, nossas pulseiras possuem fechos em imã e os colares são fáceis de colocar, por exemplo”, argumentou a empresária que se preocupa com o preço final de suas peças. “Eu acho que o sucesso desta nossa coleção foi a combinação de uma modelagem legal, com preços acessíveis, qualidade indiscutível e criações super antenadas”, completou.

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Assim como o festival é sucesso nas redes sociais, Juliana também acredita nestas plataformas como o segredo de um bom negócio nos dias de hoje. Segundo a designer e empresária, atualmente, o contato pelo Instagram representa quase 70% da divulgação e faturamento da Ansata. “Hoje, se uma marca não está presente em uma rede social, mantendo uma relação próxima com seu cliente final, ela, praticamente, não existe. Nós recebemos visitas de várias clientes que nos conhecem e seguem o nosso trabalho pelo perfil do Instagram, por exemplo. No Snapchat, a troca é um pouco diferente. Por lá, eu mostro como usar nossas peças em diferentes looks e como funciona o dia-a-dia da nossa produção na fábrica. Eu acho que a internet, inversamente ao que se acredita, aproxima as pessoas”, opinou.

Serpui Marie

Depois de negociar nos Estados Unidos, no mercado europeu e no asiático, Serpui Marie chegou à capital mineira com uma comprovação: o produto brasileiro é sucesso no exterior. Na marca Serpui, as bolsas, que também podem ser chamadas de obras de arte, exaltam a alegria do nosso país e fazem sucesso lá fora. No Salão de Negócios mineiro, Serpui expôs suas criações de Primavera-Verão 2017. “Esta é uma coleção muito rica. Nas peças, eu usei fibras de buriti, palha de banana e a normal. As bolsas são todas feitas à mão e possuem toques de brasilidade que estão fortemente presentes no DNA da grife”, explicou.

Quando o assunto são os negócios, Serpui Marie destacou que no mercado internacional, os compradores gostam de reconhecer as características brasileiras na peça. “Eu acho que as clientes sempre esperam uma coleção que siga o nosso DNA, que é do colorido brasileiro com bastante palha e cestaria. A gente saiu do mercado dos Estados Unidos, fomos para Paris e agora estamos em Minas Gerais com os mesmos produtos. Existe um fator muito importante chamado globalização que faz com que diferentes cidades do mundo tenham um mesmo produto. E isso é extremamente gratificante, porque há anos a gente mostra a cara do Brasil lá fora”, comemorou.

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Porém, trabalhar com a produção de joias no formato de bolsas demanda de uma preocupação maior no custo final. Afinal, por mais deslumbrantes que possam ser, o mundo atravessa crises econômicas que obrigam as marcas a considerarem os custos das peças para que possa haver uma movimentação de mercado. Em relação a isso, a designer e empresária disse que esse cuidado é inevitável. “É um trabalho no qual a gente pensa no resultado final da peça, mas também no custo para o cliente. Então, temos que levar em conta a situação que o comprador está passando, porque a dificuldade dele é a nossa também. Eu percebi, nitidamente, que com o passar dos dias do Salão de Negócios do Minas Trend houve uma reposta melhor. Todas as clientes e o próprio Brasil têm uma esperança de que esse momento vá melhorar, por isso que o Minas Trend está repleto de pessoas comprando. A gente entende que a cliente tem dificuldade por conta da situação que ela está passando. Mas, nesta edição, a resposta já foi bem melhor. O clima e o retorno estão bem mais otimistas e isso é bom para todos”, argumentou. Que maravilha!

Paola & Catherine

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Le Diamond

Some as formas geométricas, aos elementos gráficos e às cores fortes do tropicalismo brasileiro. O resultado é a coleção da Le Diamond, grife assinada por Tiago Rincaweski que apresenta quase 200 modelos diferentes por temporada. Apesar das peças da marca serem maxi, o designer contou, e o HT comprovou, que peso e criatividade não andam lado a lado na Le Diamond. O segredo para proporcionar peças grandes e confortáveis está no material escolhido. “80% das nossas peças, geralmente, são feitas em acrílico. Os outros 20% são preenchidos com o uso de metais com banho de ouro e ródio e pedraria de diversos tipos, como cristal, zircônia e pedra natural. Cada peça vai um material diferente”, explicou.

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Entre as suas criações, Tiago expôs brincos, colares e pulseiras no Salão de Negócios do Minas Trend. Mas, depois da fashion week mineira, o designer já aposta em novidades. “A coleção de cintos eu fiz para casar com os colares e brincos. Então, ela virá com as mesmas estampas, geometrias e cores das outras peças. A ideia é que a gente proporcione uma brincadeira de combinação entre brincos e cintos, colares e pulseiras, cintos e colares e tudo mais que a imaginação do cliente quiser”, contou.

Mais um representante da euforia das negociações nesta edição do Salão de Negócios, Tiago Rincaweski disse que, para a Le Diamond, a crise passou longe em 2016. “Esse ano, para nós, não teve nenhum reflexo da crise. Eu acho que isso foi em função de todos estarem atrás do acrílico e de nós trabalharmos com o material do momento. Em 2016, a nossa venda aumentou em relação às outras fases da marca”, comemorou.

Ronaldo Silvestre

Pela primeira vez no Salão de Negócios do Minas Trend, Ronaldo Silvestre conquistou seu espaço graças ao concurso “Ready to Go”. Promovido pelo Sindivest, o estilista participou da edição passada e, em função de seu talento no cenário na moda, venceu e ganhou um espaço nesta 19ª edição. Para ele, o concurso que tem o objetivo de revelar novos nomes da moda mineira, é muito mais que uma vitrine no mercado da moda. “Oportunidades como o ‘Ready to Go’ são fundamentais para o resgate e a valorização da moda brasileira com os conceitos do slow-fashion e do trabalho artesanal”, disse.

Inspirado nas obras e nas curvas de Oscar Niemeyer, o estilista contou que, apesar de ter apresentado sua coleção Inverno 2017, acredita que suas peças sejam atemporais. “Eu procurei fazer uma combinação da arte com a arquitetura e do feito à mão com a cultura brasileira. Quando eu desenho a minha coleção, eu penso em peças para o inverno, mas que, dentro do guarda-roupa da minha cliente, permaneçam presentes também no verão. Eu desejo que minhas roupas só aprimorem com o passar das estações”, contou Ronaldo que, para a temporada, apostou em tons mais escuros para frisar a contemporaneidade.

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Em peças mais estruturadas que reforçam o identidade criativa da coleção, Ronaldo Silvestre contou que trabalhou, basicamente, com apenas duas matérias-primas: o jeans e a seda artesanal. “A escolha pelo jeans foi porque, para mim, ele possui em seu DNA os traços mais marcantes do Brasil. Nesta coleção, eu tentei fazer um trabalho de aprimoramento da alfaiataria com o uso do denin, o que representou um trabalho mais rico. Meu objetivo foi criar novas peças que fujam do convencional”, argumentou.

Caleidoscópio

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Isla

Um lugar rico em cultura, formas, cores, traços e alegria. O continente africano foi a inspiração para a criação da coleção “Isla encontra a África”, exposta no estande da Isla no Salão de Negócios do Minas Trend. De acordo com Bruno Saldanha, responsável pela grife de clutches, desta vez o objetivo da marca foi fazer uma releitura dessas inúmeras informações e inspirações. “Batizada de ‘Isla encontra a África’, a gente acredita que essas peças expressam uma combinação da marca com toda a riqueza de material e cultura do continente. Então, nós trouxemos uma releitura dessas matérias-primas, cores, formas, animais e tribos para uma coleção que está riquíssima”, explicou.

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Seguindo a identidade visual da marca, a Isla apostou em materiais “inusitados”, segundo Bruno, para produzir as bolsas desta coleção. Como já havia feito antes, desta forma, a grife busca proporcionar muito mais que uma bela clutch. “No nosso histórico, temos peças que são todas bordadas a mão, feitas em palha, cravejadas com cristais, de madrepérola e com outras inúmeras matérias-primas. Então, seguimos sempre esse trabalho muito artesanal porque acreditamos que isso agrega valor e justifica o diferencial da marca”, pontuou o empresário que logo emendou. “Para nós, cada bolsa é uma joia e, por isso, não datamos a coleção como inverno ou verão. A Isla segue temáticas diferentes que envolvem as lojas e os clientes nesse universo que a gente tenta transmitir”, completou.

 

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