Arte & Literatura

Legado: Omega House inaugura em Ipanema para as Olimpíadas após uma reforma milionária na Casa de Cultura Laura Alvim

O imóvel reformado pela marca suíça, que irá receber convidados do mundo todo durante o período olímpico, deixará um importante presente para a cidade e para os cariocas. "Nós queremos sair daqui e deixar essa bela Casa de Cultura com tudo o que fizemos para que a população visite", disse o CEO da Omega, Reynald Aeschlimann

Publicado em 4 de agosto de 2016 | Por Julia Pimentel

Luxo, elegância, conforto e um presente para a cidade. É assim que podemos definir a Omega House, inaugurada ontem pelo CEO da marca suíça, Reynald Aeschlimann. A casa, que vai funcionar como um ponto de encontro durante as Olimpíadas, fica em Ipanema, mais precisamente, na Casa de Cultura Laura Alvim. Isso mesmo. A Omega, que faz a cronometragem das provas olímpicas há 27 edições, desde 1932, foi a responsável pela obra de R$ 3 milhões que reformou toda a tradicional Casa de Cultura carioca para o período dos jogos e, quando as delegações forem embora, o novo imóvel ficará de presente para a cidade. Incrível, ?

Ontem, o HT foi até a Omega House conferir o novo espaço que, diga-se de passagem, está encantador. Por lá, conversamos com o CEO Reynald Aeschlimann, que contou que a marca queria mais que um simples espaço na cidade olímpica. “Eu acho que era muito importante para a gente ter um lugar em que pudéssemos dar entrevistas e conhecermos muitas pessoas. Para mim, é fundamental termos uma casa e um espaço como esse para que a gente possa mostrar a todas as pessoas do mundo, em especial aos cariocas, quem somos nós. E foi por isso que nós viemos para a Casa de Cultura, em Ipanema, como destino principal”, explicou o simpático empresário que se mostrou apaixonado pelo Brasil.

Fachada da Casa de Cultura Lauro Alvim para a Omega House (Foto: Divulgação)

Fachada da Casa de Cultura Laura Alvim para a Omega House (Foto: Divulgação)

Talvez por essa simpatia com o nosso país e com o povo brasileiro que a Omega resolveu deixar uma importante e essencial marca na cidade. Ao realizar uma reforma milionária em um espaço de cultura tradicional da urbe, a marca suíça, sem dúvidas, deixará um presente ainda maior após as Olimpíadas para toda a população: a nova Laura Alvim. E, quando questionado pelos motivos que levaram a Omega a fazer tudo isso, Reynald começou perguntando se teríamos três horas para ouvir toda a explicação. “Nós queremos sair daqui e deixar essa bela Casa de Cultura com tudo o que fizemos para que a população visite. A gente ama o Brasil e realizamos um grande investimento para as Olimpíadas aqui. Mas nós temos um fantástico retorno. A Omega tem quatro lojas no país: duas no Rio, Leblon e Village Mall, uma no Cidade Jardim, em São Paulo, e uma em Brasília. Ou seja, você vai nos melhores lugares e nós estamos presentes e vendendo relógios. Então, a relação com o Brasil é bem forte porque nós temos nossos representantes usando e vendendo relógios diariamente. Por outro lado, é uma inspiração. O Brasil é um país em desenvolvimento e está em um caminho muito bom, assim como alguns países europeus. E, desenvolvimento significa crescimento. Então, nós estamos, definitivamente, investindo muito no futuro da Omega no Brasil. E não tem forma melhor de fazer isso a não ser nos Jogos Olímpicos. O importante é que, mesmo quando formos embora, o legado da marca vai ficar para os cariocas”, disse. E nós agradecemos!

Pátio da Omega House (Foto: Divulgação)

Pátio da Omega House (Foto: Divulgação)

Bom, já ficamos por dentro do presente que a marca deu à cidade do Rio e entendemos que não é de hoje que a Omega marca presença no histórico olímpico. Agora, é a hora de saber o que vai rolar pela Omega House. Para isso, conversamos com Patrícia Brandão, que será a responsável por selecionar os convidados que terão o privilégio de conhecer o espaço. “Quando você trabalha com uma marca de luxo, a lista de pessoas geralmente precisa agregar e ter uma relação com a marca. A gente também mistura muitos artistas e formadores de opinião porque hoje, o luxo está ligado à arte. Porém, principalmente, são pessoas que tenham a ver com a Casa de Cultura Laura Alvim e a Omega”, pontuou.

"The Ladies Room" é um dos espaços temáticos dentro da Omega House (Foto: Divulgação)

“The Ladies Room” é um dos espaços temáticos dentro da Omega House (Foto: Divulgação)

Mas, além de ser um espaço de convivência com pessoas do mundo inteiro, como havia declarado anteriormente Reynald Aeschlimann, a Omega House também terá dias temáticos, em que um assunto comandará as conversas e, principalmente, a lista de convidados. “A gente faz uma preparação de listas especiais para que as pessoas tenham a ver com os seus temas e sejam bem-recebidas na casa. Na noite de moda, vão ter grandes nomes que são ligados ao mundo fashion. A gente escolheu alguns estilistas, designers brasileiros e modelos de reconhecimento para estarem presentes. Já no dia da natação, provavelmente, o Michael Phelps, que desde 15 anos de idade é o embaixador da marca, vai participar. Então, nessa data, por exemplo, a lista vai reunir pessoas que sejam mais ligadas ao esporte e atletas da natação. Enfim, a experiência vai levando a gente a fazer esse mix de pessoas de acordo com a temática do dia”, detalhou Patrícia que acrescentou que também terão dias do atletismo, golfe e espacial, que terá a presença do astronauta Buzz Aldrim, o primeiro a levar um relógio para a Lua – claro, era um Omega.

"The Space Room" é um espaço destinado ao primeiro astronauta a pisar na Lua com um Omega no pulso (Foto: Divulgação)

“The Space Room” é um espaço destinado ao primeiro astronauta a pisar na Lua com um Omega no pulso (Foto: Divulgação)

Depois de conhecer tudo isso e ficar por dentro da marca e da Omega House, Reynald Aeschlimann terminou a conversa exclusiva com o HT explicitando o seu amor e carinho pela nossa querida urbe maravilhosa. “O Rio sempre foi um destino de sol, alegria, mar e agora vai ser a cidade mundial das próximas duas semanas. As Olimpíadas do Rio vão ser boas assim como foi em Londres, Pequim e, provavelmente, em Tóquio em 2020. Os Jogos Olímpicos não vão ser só em Copacabana, e a cidade vai ser o centro do mundo pelos próximos 15 dias. E isso é ótimo. As pessoas daqui não pensam assim?”, questionou. Apesar de todos os problemas que convivemos diariamente, a reflexão de Reynald nos faz ver o quanto somos agraciados com a nossa cidade, leitores? Que comecem os jogos!

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